É incrível como todas às vezes as pessoas depois de um certo tempo de convivência dizem pra mim: Nem gostava de você, tem uma cara de ser patricinha. “Patricinha, eu? Tentei lembrar das características que supostamente fariam de mim uma garota assim, viajei na minha infância e voltei relembrando de todos os filmes teens que já assisti e por alguns instantes tive medo de ter me transformado em tudo aquilo que eu mais odiei no passado. Será?
Eu gosto de lilás, passo maquiagem todos os dias (pelo menos um lápis, um blush e um gloss!) e adoro fazer compras (estou precisando inclusive). No entanto, não sou malvada (às vezes até boazinha demais), nem sonsa e muito menos rica! Essa versão americanizada das patricinhas por mais que ainda faça parte de alguns filmes, séries e mentes ultrapassadas, está praticamente exterminada.  (Amém!)
As patricinhas do mundo de hoje são mulheres com alma de garotas: Elas são casadas, cuidam dos filhos, trabalham fora de casa, estudam, escrevem e aprendem a se maquiar no youtube. Estão apaixonadas, mas acima de tudo, são independentes e conseguem caminhar sozinhas por aí – e às vezes com um salto de 12cm.
Acredito que um pouco de egocentrismo não faz mal, nem define o caráter de ninguém. Muito pelo contrário, até ajuda na auto-estima e faz com que nós mulheres da nova geração possamos mostrar na maneira de vestir, o quanto podemos ser e fazer diferente.

Para algumas pessoas sou "a rockeira, a emo, a estranha", para outras eu sou "a patricinha”.
Acho que o que realmente importa é o que sou pra mim. E eu sou a Ellen, prazer!

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